Postagens

Pessoas confiáveis e coerentes

Quando somos jovens tendemos a acreditar muito mais nos outros. Estamos mais abertos a conhecer novas pessoas, confiamos mais no que dizem, somos mais transparentes. Com o passar do tempo, após decepções e algumas traições, procuramos ser mais seletivos com as amizades, nos protegemos mais, desconfiamos mais. Diante da competição profissional feroz, da complexidade da vida social é fácil cair na tentação de ficar na defensiva, de esconder nossos sentimentos, de polir nossa imagem, de desenvolver uma personalidade social que não corresponde exatamente ao que somos e pensamos. Muitos se escondem atrás de máscaras, de papéis representados, de encenações adaptadas para os diversos ambientes em que se movem. O que começa como uma atitude de defesa pode virar um hábito e uma segunda pele. Podem perder a noção de quanto estão representando e considerar natural essa forma de adaptação permanente aos diversos ambientes, situações e pessoas. A conseqüência principal é o ocultamento do v...

Encontrar tempo para estar com as pessoas

No mundo de tantas redes, grupos virtuais e tecnologias móveis, cada vez nos ocupamos mais para poder atender às inúmeras solicitações, digitais e presenciais, que nos chegam em ritmo feérico e sentimos dificuldade em gerenciar o que é mais importante, prestar atenção ao que é mais relevante, equilibrando a comunicação externa com a interna, a virtual com a presencial. Recebemos tantas mensagens a todo momento, que é fácil descuidar o atendimento pessoal de verdade, não achando tempo para estarmos juntos, olho-no-olho, acolhendo, escutando, conversando com quem vem ao nosso encontro ou está ao nosso lado. As pessoas andam ocupadas demais, solicitadas demais e se esquecem de cumprimentar, de dar a atenção devida a quem está perto. Vemos com frequência pessoas que atendem várias chamadas ou checam suas mensagens, no meio de conversas pessoais, deixando o parceiro sem atenção durante longos períodos. Estamos ocupados demais, falando demais, dispersos demais e escutando de m...

O abismo que nos separa das crianças e como diminuí-lo

Cada geração avança até um determinado ponto no domínio das tecnologias. Geralmente há um descompasso na sua apropriação e na relação que a geração anterior mantém com a atual. A geração da TV conseguiu dominar algumas das funcionalidades do videocassete e da incipiente Internet, mas sente dificuldade em trabalhar com os inúmeros aplicativos das últimas tecnologias móveis. Já as crianças e os adolescentes parece que nasceram com um smartphone na mão, tamanha é sua facilidade em explorá-lo. Os mais adultos - em geral - nos limitamos a um uso mais básico. E cada pessoa estabelece inconscientemente um limite para a aceitação   do novo. Conheço pessoas que mal utilizam o celular, ou só acessam o email ocasionalmente. O que está claro é que se abre um abismo entre as gerações mais antigas e as mais novas na sua relação com as tecnologias no cotidiano. Para nós mais velhos torna-se muito difícil acompanhar todos os aplicativos, as novidades e principalmente compreendê-las em profu...

Tablets para todos conseguirão mudar a escola?

Muitos correm atrás de receitas milagrosas para mudar a educação. Se fossem simples, já as teríamos encontrado há muito tempo. Educar é, simultaneamente, fácil e difícil, simples e complexo. Os princípios fundamentais são sempre os mesmos: Saber acolher, motivar, mostrar valores, colocar limites, gerenciar atividades desafiadoras de aprendizagem. Só que as tecnologias móveis, que chegam às mãos de alunos e professores, trazem desafios imensos de como organizar esses processos de forma interessante, atraente e eficiente dentro e fora da sala de aula, aproveitando o melhor de cada ambiente, presencial e o digital. Algumas questões que serão cada vez mais debatidas a partir de agora são: Por que tudo tem que acontecer dentro da sala de aula, em horários e ritmos predeterminados? Como ensinar numa sala onde os alunos acessam qualquer informação ao vivo? O que fazer nos ambientes digitais e nos presenciais? Como organizar um currículo inovador com alunos que possuem redes informais d...

Conviver com pessoas muito especiais

Ao longo da vida encontramos e convivemos com muitas pessoas diferentes, na família, na escola, no trabalho, no lazer. Na juventude estamos abertos a muitas pessoas e grupos diferentes. É uma fase de experimentação. Aos poucos afunilamos as escolhas, reduzimos o número de amigos, mantemos relações mais estáveis, em geral de casal com filhos.  Eventualmente descobrimos algumas pessoas diferenciadas, com as quais nos identificamos rapidamente, que suscitam nossa admiração. Elas se incorporam ao nosso círculo de amigos, trazendo vitalidade, frescor, ampliando nossos horizontes. A vida, de repente, pode nos surpreender com o encontro inesperado com uma pessoa muito especial , que intuitivamente percebemos que vale muito a pena conhecer mais profundamente , conviver intimamente e torná-la nossa parceira exclusiva. Só que dar esse passo pode implicar em realizar mudanças profundas, como sair de relacionamentos estáveis anteriores, avaliar o que será melhor para os filh...

Caminhar na incerteza, com escolhas mais interessantes

Na vida caminhamos realizando seguidas decisões, escolhas ou omissões (deixando tudo como está). Como a maior parte das decisões é feita de forma automática ou repetitiva, esquecemos quantas outras opções, se assumidas, poderiam mudar profundamente aquilo que hoje somos.  A maior parte das escolhas definem um estilo e confirmam a mesma direção . e procuramos uma vida calma e sossegada faremos escolhas que não nos perturbem, que nos deixem mais leves, que não nos estressem. Se, pelo contrário, procuramos novidades, sair da rotina, viver no limite, no agito, faremos escolhas cheias de adrenalina, novidades, surpresas, desafios. Não se trata de avaliar o que é melhor de fora. Cada pessoa, com sua história, genética e circunstâncias, vai definindo o estilo de vida que acredita ser o melhor para ela.  Cada escolha nos abre mundos e nos fecha outros .  Na vida afetiva, encontramos pessoas interessantes que poderiam levar-nos a vivências e situações muito diferentes das ...

Diferenciais de uma nova escola

Uma escola é nova quando tem educadores, materiais, atividades e ambientes de aprendizagem - físicos e virtuais - acolhedores, estimulantes e desafiadores para os alunos.  Profissionais acolhedores : diretores, coordenadores, professores que se preocupam com os alunos, que os conhecem, conversam, interagem. Uma escola é nova quando mantém a mesma equipe unida por bastantes anos, quando se percebe que todos se apóiam e há uma gestão democrática, proativa e empreendedora. Profissionais bem preparados, atualizados, evoluídos. Bem remunerados, escolhidos entre os melhores e que gostam de ser educadores.  Ambientes acolhedores : aconchegantes, afetivos, equipados. Salas de aula multifuncionais, que se modificam rapidamente para diferentes atividades. Salas de aula conectadas com tecnologias móveis. Escola que equilibra atividades presenciais e virtuais, tecnologias simples e tecnologias digitais, onde se aprende também em casa, no bairro, nas comunidades de prática, nas redes sociais,...