Afetividade na escola: como acolher o jovem sem ignorar limites?
José Moran Frequentemente me perguntam se a tecnologia e a Inteligência Artificial vão substituir o professor. Minha resposta é sempre a mesma: elas podem substituir quem apenas repassa informação, mas nunca quem educa pelo vínculo. Gravei um vídeo recentemente para o Instituto Claro onde sintetizo o que acredito ser o "coração" da escola: a afetividade . Para mim, afeto não é apenas "fofura" ou palavras bonitas; é o acolhimento íntimo da individualidade de cada aluno. No vídeo, compartilho algumas convicções: O afeto é a ponte: Sem um ambiente de confiança e acolhimento, a aprendizagem é superficial. O vínculo é o que torna o conhecimento profundo e duradouro. O "ajuste fino" com o jovem: Na adolescência, o afeto se manifesta na negociação. Precisamos dar autonomia, respeitar o afastamento necessário para a busca da identidade, mas nunca deixar de cuidar e colocar limites. Acolher não é fingir: É gostar de verdade, ...