O diálogo profundo entre educadores, pais e a IA
Refletindo sobre a minha trajetória de quase 40 anos na pesquisa em mídias e educação — desde a máquina de escrever até a descoberta da internet na USP, e agora com o avanço acelerado da Inteligência Artificial —, percebo que estamos vivendo uma transição sem precedentes. A IA nos dá respostas instantâneas, mas a educação é sobre encontros, projetos de vida e vínculos reais. O gargalo do aprendizado hoje não é a falta de tecnologia, mas a escassez de espaço para a escuta, a empatia e a pedagogia da pergunta. A tecnologia é o meio. A transformação das pessoas é o fim. A IA traz eficiência, personalização e apoio 24/7. Mas ela não sente, não acolhe e não lidera com empatia. A transformação real acontece no equilíbrio: usar a inteligência da máquina para potencializar a sensibilidade, o pensamento crítico e a conexão humana. Se muitos alunos confiam mais na IA do que nos seus pais e professores, onde estamos errando? 🤔 É necessário focar na educação básica e no desenvolvime...