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Mostrando postagens com o rótulo aprendizagem por competências

Caminhos para uma educação viva e plena

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José Moran  A educação é verdadeiramente transformadora quando  nos torna mais conscientes e melhores como pessoas, grupos e sociedade, em todas as dimensões da existência. Uma educação plena diz “sim” à vida em toda a sua complexidade: experimenta, cria vínculos, executa projetos relevantes, integra conhecimentos, valores e ação. Precisamos enfrentar as questões vitais profundas, discutir as diversas filosofias de vida, a busca de sentido, desvendar os vários níveis de consciência. Um caminho fundamental é criar e fomentar espaços que favoreçam as grandes perguntas , investigações e buscas da forma e até onde cada estudante e pessoa considerem relevantes, com apoio de educadores experientes e de tecnologias disponíveis. Educar é ajudar a desvendar camadas, a descobrir caminhos, a deslumbrar-se com novas possibilidades no tempo e ritmo possíveis à cada um em diálogo com o currículo previsto. Temos que ensinar a pensar com mais profundidade, a vivenciar competências e valores...

O uso equilibrado da Inteligência Artificial na Educação

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  José Moran Como a Inteligência artificial pode contribuir para a melhoria da Educação? É um tema complexo e polêmico, porque envolve visões de educação diferentes, plataformas digitais em evolução e realidades muito desiguais de acesso e domínio. Uns estão deslumbrados com a facilidade de criar conteúdo personalizado, de interação com tutores virtuais, de desenhar processos pedagógicos e gerenciais criativos; outros questionam o lado sombrio da IA: uma caixa preta, com vieses, preconceitos, que alucina, invade a privacidade, desvaloriza o papel do professor, aumenta a desigualdade...). A IA impacta todo o ecossistema educacional. Mas o faz de forma muito diferente, dependendo dos valores, objetivos e processos de cada organização. Tanto pode ser uma grande aliada na aprendizagem humanista, criativa, integral dos alunos, de competências para a vida quanto pode servir para reforçar modelos pedagógicos conteudistas ou autoritários. A IA tanto pode contribuir para uma educação t...

Cenários apontam para uma educação mais aberta, personalizada, experiencial e humanizadora

  Venho acompanhando a evolução da educação nas últimas décadas. Com o impacto da Internet, ao participar do Projeto Escola do Futuro, o horizonte que os especialistas desenhavam era de uma mudança profunda no ecossistema educacional. Os estudantes poderiam estudar em qualquer lugar, a qualquer hora e de múltiplas formas e o professor poderia estar dentro de um espaço escolar convencional ou em qualquer lugar e que as escolas e faculdades seriam organizações muito mais abertas e flexíveis.   Hoje, olhando em retrospecto, esse cenário está muito mais próximo, embora com muitas desigualdades e diferenças. Há uma convergência maior na visão de que as transformações na educação são necessárias. As instituições estão evoluindo, em ritmos bastante diferentes. No Ensino Superior a ida obrigada ao digital durante a Pandemia, mesmo que forçada e sem muito planejamento - como foi longa - despertou uma cultura de que o digital é um ambiente em que é possível aprender com bastante quali...

Redesenhando os caminhos da educação

  José Moran - Educador e pesquisador de inovações na educação Depois de dois anos tão excepcionais vivendo realidades tão inesperadas em todos os campos, enfrentamos agora cenários bem desafiadores e desiguais na educação. O que manter e o que modificar a partir de agora? A experiência do digital forçado deixou o país mais dividido ainda: Uma parte conseguiu se sair relativamente bem, enquanto outra ficou bem para trás seja pelas condições econômicas ou por não se adaptar ao modelo online. Avançou na sociedade a percepção de que podemos aprender de múltiplas formas, em diferentes espaços físicos e digitais, síncronos e assíncronos; sozinhos, em grupos, redes e com mentoria; no curto e longo prazo e ao longo da vida. A educação escolar precisa ser redesenhada em um mundo muito mais híbrido, conectado e, no Brasil, tão desigual.  A separação entre espaços físicos presenciais e digitais diminuiu, se reconfigurou - como em outras áreas da nossa vida - e há um crescente consenso...