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O celular em sala de aula e o tempo de telas

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                                     Entrevista comigo sobre este tema tão atual e polêmico Algumas ideias principais que tentei desenvolver   Celulares são muito interessantes para aprender e ao mesmo tempo o complicam: distraem, distorcem; rapidez, imediatismo, consumo fácil, pouco aprofundado. Alguns caminhos: Equilíbrio entre proibir e liberar . Nem a proibição ou liberação totais resolvem. Na escola, uso intencional do celular, tablet ou notebook para aprender. Negociar as regras entre a escola, os alunos e os pais. Negociações, regras claras, revisão e ajustes periódicos.  A educação digital começa com a família; educar a família para tempos equilibrados de uso, para o diálogo e para o monitoramento (tempo, o que eles veem, controle parental). Liberar progressivamente o tempo de uso.   A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças men...

Educação digital: O celular em sala de aula e o tempo de telas

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Entrevista com professor José Moran.

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Um papo sobre Metodologias Ativas Revista Carioca EPFSME-RIO - 9 de abril, 2024 1) Professor José Moran, como definir as metodologias ativas? E a partir dessa definição, como ela se dá e quais são as vantagens de utilizá-las, para o estudante e para o professor? A s metodologias ativas são estratégias pedagógicas, desenhadas e mediadas pelos professores para que os estudantes se tornem mais protagonistas através da investigação, da experimentação e da resolução de problemas, de forma criativa, crítica e integral. As metodologias ativas ajudam a tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes, aumentando a motivação e o engajamento dos estudantes. Para o estudante, elas permitem uma aprendizagem mais significativa e duradoura, pois são baseadas em situações concretas e contextualizadas. Além disso, elas estimulam a criatividade, a autonomia e o trabalho em equipe. Para implementar as metodologias ativas em sala de aula, é preciso criar um ambiente acolhedor, colaborativo e estim...

Cancelaram, sem aviso, meu plano de saúde. Sou professor da USP, 78 anos, aposentado

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Sou José Moran, 78, professor aposentado da USP. Contribuo há mais de 30 anos para o Bradesco Saúde Empresarial. Precisei utilizá-lo mais vezes após a pandemia para cuidar de problemas graves no joelho, na coluna e de um pequeno câncer de pele. No começo de abril, paguei o boleto e descobri que o plano estava cancelado .  Até 2019 o Plano de Saúde Bradesco era gerenciado pela Fundação da USP, depois todos, mais de 3 mil docentes e servidores, fomos obrigados a aceitar a gestão da Qualicorp. A alegação para o cancelamento foi que eu não paguei um boleto extra de coparticipação de 44 reais, o que fiz no começo deste mês.  Só consegui falar por texto pelo WhatsApp com três diferentes atendentes, que me escreveram que não era possível reativar o plano e que contratasse um novo plano no setor de vendas. A muito custo abri um chamado para solicitar uma solução. Não me responderam. Encaminhei um pedido escrito para a ouvidoria da Qualicorp. Também não houve resposta. O Bradesco me di...

Impactos da Inteligência Artificial na Educação

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  José Moran O cenário atual “Converso” com frequência com vários aplicativos “inteligentes” sobre diversos assuntos, com bastante fluência e “intimidade”, principalmente na prática de línguas. É incrível como evoluíram os chats de conversação, principalmente no último ano. Você se sente dialogando com “alguém”, com bastante fluência e sobre temas que lhe interessam. Mas não é uma tarefa simples. É um processo de acerto progressivo, de calibragem contínua, de tentativas de melhoria de ambas as partes; o que exige paciência, refinamento e competência. Para aprender, é preciso ser curioso, proativo, saber perguntar, ter conhecimento prévio sólido, competências críticas, discordar, reelaborar as questões, checar as fontes. Nunca tivemos tantas chances de aprender de formas diferentes, sozinhos e em grupos, em espaços formais e informais, com tecnologias simples ou sofisticadas.   Mas a facilidade não garante a aprendizagem; pode gerar preguiça. Muitos se contentam com informa...

Novos desafios para os professores, hoje

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  José Moran Ser professor é uma profissão cada vez mais exigente. A experiência docente no dia a dia é mais complexa, diferenciada, abrangente. Ela acontece em mais espaços, tempos, com novas metodologias, tecnologias digitais mais sofisticadas, com maior interação com as famílias, a cidade, o mundo. Há muitas pesquisas, publicações, compartilhamento de práticas, inovações na educação. Tudo está disponível (embora não para todos), mas não é fácil escolher, entre tantas possibilidades, as melhores para o desenvolvimento profissional e pessoal.   Outra questão importante: Como encantar crianças e jovens, entretidos com tantos jogos, vídeos e conversas tão atraentes? Para complicar mais, cada um tem seu jeito, expectativas, motivação, seu ritmo.   Uma estratégia pode ser encantadora para um grupo de estudantes e deixar indiferentes aos demais. As tecnologias fazem parte do trabalho habitual do docente. Os conteúdos estão em plataformas com roteiros gamificados, que explic...