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A importância de construir Projetos de Vida na Educação

José Moran Educador e pesquisador de projetos de inovação www2.eca.usp.br/moran moran10@gmail.com Num mundo multicultural, permanentemente conectado e em profunda transformação, faz todo sentido a educação baseada em valores, desenvolvimento de competências e aprendizagem por projetos, integrados no Projeto de Vida. O projeto ou plano de vida representa o que o indivíduo quer ser e o que ele vai fazer em certos momentos de sua vida, bem como as possibilidades de alcançá-lo. Projeto de vida, num sentido amplo, é tornar conscientes e avaliar nossas trilhas de aprendizagem, nossos valores, competências e dificuldades e também os caminhos mais promissores para o desenvolvimento em todas as dimensões. É um exercício constante de tornar visível, na nossa linha do tempo, nossas descobertas, valores, escolhas, perdas e também desafios futuros, aumentando nossa percepção, aprendendo com os erros e projetando novos cenários de curto e médio prazo. É um roteiro aberto de autoapre...

Transformando profundamente a formação dos professores

José Moran Educador e pesquisador de projetos de inovação As escolas precisam mudar profundamente; a formação dos professores, também. Muitos cursos de Pedagogia e Licenciatura – presenciais e a distância - são burocráticos, conteudistas e pouco inovadores. Nestes cursos especificamente temos, atualmente no Brasil, mais alunos estudando a distância (perto dos quinhentos mil) do que presenciais, com modelos ainda muito básicos: vídeos, textos, quizzes e poucas práticas reais e contato com novas experiências, metodologias, vivências e projetos reais. O mesmo acontece com a maioria dos cursos presenciais. Uma questão complexa é que a maior parte dos alunos vem de uma educação básica deficiente, com deficiências cognitivas importantes e pouca autonomia intelectual. Conversei recentemente com os alunos e a Coordenadora de Pedagogia da Uniamérica, em Foz de Iguaçu. Trabalham desde o primeiro ano com metodologias ativas, ensino híbrido, aula invertida, projetos reais, intensa cola...

Como transformar nossas escolas

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Novas formas de ensinar a alunos sempre conectados José Moran* Pagamos um alto preço social pela educação deficiente Pagamos um preço muito alto como sociedade por uma educação deficiente: milhões de pessoas não desenvolvem suas competências básicas, sua autonomia, vivem vidas pouco produtivas e realizadoras. A educação demorou a chegar aos mais pobres e ainda é frágil para a maioria nas questões mais importantes: poucos sabem interpretar textos complexos, fazer contas, pensar pela pr cabeça, ir além do que veem na televisão. Temos uma dívida social de séculos de pouca preocupação com a aprendizagem de qualidade da maior parte da população. A educação de qualidade, além de ensinar a pensar, pode ensinar a viver. Em muitos casos, a escola não está conseguindo ajudar a pensar críti- * Doutor em Comunicação pela USP, professor de Novas Tecnologias na mesma universidade e um dos fundadores do Projeto Escola do Futuro. É mentor de cursos e projetos híbridos e online...