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Redesenhando os caminhos da educação

  José Moran - Educador e pesquisador de inovações na educação Depois de dois anos tão excepcionais vivendo realidades tão inesperadas em todos os campos, enfrentamos agora cenários bem desafiadores e desiguais na educação. O que manter e o que modificar a partir de agora? A experiência do digital forçado deixou o país mais dividido ainda: Uma parte conseguiu se sair relativamente bem, enquanto outra ficou bem para trás seja pelas condições econômicas ou por não se adaptar ao modelo online. Avançou na sociedade a percepção de que podemos aprender de múltiplas formas, em diferentes espaços físicos e digitais, síncronos e assíncronos; sozinhos, em grupos, redes e com mentoria; no curto e longo prazo e ao longo da vida. A educação escolar precisa ser redesenhada em um mundo muito mais híbrido, conectado e, no Brasil, tão desigual.  A separação entre espaços físicos presenciais e digitais diminuiu, se reconfigurou - como em outras áreas da nossa vida - e há um crescente consenso...

Aprendi muito, mas estou exausto

  Este depoimento sintetiza minha experiência neste longo período de confinamento e a de muitos docentes e gestores com os que tenho conversado nestes quase dois anos. José Moran Este longo período de pandemia me deixou exausto. Foi tudo tão inesperado, surreal, tão longo e tenso, que só agora percebo e sinto, com mais clareza, todos os seus efeitos. No começo veio o choque do confinamento, com o fervilhar de inúmeras lives para trocar ideias, experiências e encontrar saídas para a escola e a vida online. Conheci novas plataformas, tive que redesenhar as aulas com mais vídeos, atividades assíncronas e síncronas. Tudo era muito novo e desafiador para atender a alunos com bons recursos digitais e aos que   tinham   acesso bem precário. Fiz o possível para equilibrar minha vida profissional em casa, com as rotinas familiares e a angústia de estar fechado durante um tempo que se prolongou demais, com muitas incertezas na saúde, financeiras e no futuro. Muitos meses onli...

Aprendendo a evoluir em cada etapa da vida

  J osé Moran [1] Vivo em uma sociedade multicultural, com pessoas que têm visões de mundo, valores e comportamentos muito diferentes. Não me foi fácil decidir as melhores alternativas em cada etapa da vida - entre tantas opções promissoras possíveis – por múltiplos fatores: personalidade, formação, cultura, circunstâncias. Cada escolha tem consequências, ganhos e perdas, que vão se desvendando através  do tempo. A trajetória não foi linear nem uniforme: mais previsível em alguns períodos e mais dramática em outros; cheia de zigue-zagues e bifurcações, tentando avançar no ritmo possível, no meio de muitas contradições.  Gostaria muito de ter tido uma escola mais criativa e empreendedora. Minha formação em cidades pequenas e médias da Espanha foi boa intelectualmente, mas muito orientada para uma visão de mundo muito fechada, pronta, moralista, com ênfase na obediência e no bom comportamento. Muitas das “decisões” que tomei na infância e adolescência pareciam minhas, mas...

José Moran - Inspiração: Como a transformação do professor acontece? | E...

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Revendo e compartilhando com vocês uma entrevista sobre os caminhos que percorri na vida. Obrigado Paola Cicarelli pelo apoio. Abraços. Moran

CONFERÊNCIA: Metodologias inovadoras e modelos híbridos

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Encontro com professores e futuros professores da Universidade Estadual do Piaui. Abraço Moran

O que está mudando no Ensino Superior? (YouTube)

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Mudanças no Ensino Superior a partir de agora: Currículos mais flexíveis, personalizados com apoio de professores mentores e plataformas mais inteligentes. Abraços. José Moran

Gerenciando melhor os desafios da vida

  José Moran [1]     Cada vez é mais complexo viver. Este longo período de pandemia foi brutal, angustiante, deprimente para a maioria, por inúmeras razões. A incerteza nos trouxe muitas complicações; as perdas afetaram nossa autoestima, empregos, saúde mental e nossas perspectivas futuras. Há perdas que são mais sutis e que só emergem aos poucos: níveis diferentes de tristeza, exaustão ou depressão: mais leves para alguns; muito mais pesados, para outros. Cada um tenta desenhar suas  estratégias de sobrevivência: algumas nos trazem maior resiliência e capacidade de evoluir, criar e empreender; outras nos distraem, desviam, complicam e nos enredam em teias de autocomiseração, dependência, fuga ou frustrações crescentes. Aprender a viver é um processo complexo e diferente para cada um. Uns vivem no piloto automático, sempre ocupados, repetindo rotinas, apagando incêndios, sem tempos de parada e reflexão. Outros, no meio de muitas atividades, procura...