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Tecnologias para realizar mudanças profundas na educação

Numa sociedade cada vez mais conectada, ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um. As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que o professor é o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros a distância, mantendo vínculos pessoais e afetivos, estando juntos virtualmente. Podemos ir menos dias à universidade e continuar aprendendo de forma significativa. Isso implica em ampliar a restrição dos vinte por cento a distância nos cursos presenciais, em mudar o currículo presencial, as metodologias de organização do ensinar e aprender (também no ensino médio). Os cursos serão cada vez mais semi-presenciai e a distância, mas sempre com tecnologias em rede leves e móveis. As tecnologias digitais facilitam a pesquisa, a comunicação e a divulgação em rede. Temos as tecnologias mais organizadas, como os ambientes virtuais de aprendizagem – como o Moodle...

Felizes festas e muito obrigado por todo o apoio

Caras amigas e amigos: Muito obrigado por ter acompanhado minhas idéias e minha pessoa ao longo deste ano. Espero poder contribuir com mais idéias, reflexões e ações em 2010. Desejo a cada um de vocês felizes festas e que consigamos fazer avanços significativos na educação em 2010. Grande abraço para você que me acompanha atentamente Moran

O que estou fazendo atualmente

Caros amigos: Há períodos em que me sinto com mais vontade de escrever. Em outros, prefiro ficar em silencio, observando, refletindo. Nesses últimos meses assumi muitas atividades, entre elas a direção de educação a distância da Universidade Anhanguera Uniderp, com sede em Campo Grande. É um grande desafio e me obriga a viajar bastante entre São Paulo, Campo Grande, Valinhos e Brasília, mas está valendo a pena. Participo da comissão científica de um grande evento que a Universidade Aberta do Brasil está preparando para o final deste mês em Brasília. Nesta próxima semana participarei como debatedor de um evento sobre inovações na educação promovido pela Secretaria de Educação de Santa Catarina com especialistas da Europa e de outros países. Divulgarei os principais resultados neste blog. Escreverei mais a partir de agora. Prometo. Obrigado pela compreensão de vocês. Grande abraço Moran

Todos somos educadores

Num sentido amplo, todos somos educadores. Somos "educadores", porque ensinamos - consciente ou inconscientemente - formas mais ou menos interessantes de viver, que podem servir de estímulo para evoluir ou de pretexto para manter-se na mediocridade. Somos educadores, quando vamos nos construindo como pessoas melhores, mais equilibradas, mais competentes profissionalmente, emocionalmente, socialmente. Somos educadores de nós mesmos, se vivemos cada etapa da vida com coerência, aprendendo a lidar com nossas dificuldades, contradições, defeitos, e avançamos, no ritmo possível, tornando-nos pessoas mais afetivas, engajadas, realizadas. Somos educadores, quando contribuímos para motivar as pessoas que estão perto de nós, quando transmitimos esperança, quando ensinamos valores humanizadores, principalmente pelas nossas ações. Somos educadores, quando construímos uma trajetória pessoal, familiar, profissional e social digna, crescente e rica em todas as dimensões. Muitos não acredit...

Por que as mudanças são tão lentas na educação?

Por que numa época de grandes mudanças sociais, elas acontecem de forma tão lenta na educação? Por que profissionais educacionais bem preparados demoram para executar mudanças pedagógicas e gerenciais necessárias? Mudanças dependem de uma boa gestão institucional com diretrizes claras e poder de implementação, tendo os melhores profissionais, bem remunerados e formados (realidade ainda muito distante). Mas um dos caminhos que pode esclarecer algumas dificuldades da mudança pessoal é que as pessoas têm atitudes diferentes diante do mundo, da profissão, da vida. Em todos os campos encontramos profissionais com maior ou menor iniciativa, mais ou menos motivados, mais convencionais ou proativos. Nas instituições educacionais – organizações cada vez mais complexas - convivem gestores e professores com perfis pessoais e profissionais bem diferentes. Numa primeira análise, constatamos que existem, basicamente, dois perfis profissionais (com diferentes variáveis e justificativas):...

Aprendendo e ensinando a ser livres

A pior forma de escravidão é a de sentir-nos prisioneiros de um horizonte estreito, fechado, medroso e desesperançador ; sem acreditar que todos temos condições de mudar, que nossa vida pode ser muito mais interessante e que isso está ao alcance de cada um de nós.  Vejo gente demais sofrendo demais por situações que podem ser superadas, mas que para elas são definitivas. Não percebem que podem levar uma vida diferente, acreditam num fatalismo imobilizador, sem chances reais de serem mais felizes e realizadas. Sonham todos os sonhos possíveis nas novelas, mimetizam os personagens de sucesso, mas sentem-se intimamente impotentes para fazerem mudanças profundas, a não ser pela sorte ou pelo reconhecimento social (ser visto, aparecer na TV) e se contentam com “ir tocando a vida como ela é”. Este país precisa de uma segunda libertação da escravidão: da escravidão das expectativas medíocres, de contentar-se com migalhas , de acreditar que só uns poucos privilegiados podem conseguir tud...

Causar impacto ou fazer escolhas coerentes?

Na vida fazemos escolhas bobas e escolhas significativas. As mais importantes são as que nos levam ao que somos neste momento: que tipo de pessoa nos tornamos? Vivemos para os outros (o que conta é aparência, não a verdade) ou vivemos para nós mesmos? Somos pessoas coerentes ou incoerentes? Procuramos melhorar ou já desistimos? Em que áreas continuamos evoluindo e em quais já não o intentamos mais? A tentação de seguir a orientação externa é muito grande, de olhar sempre para os demais para depois agir e, em doses excessivas, nos prejudica muito. A desistência, também. A coerência é complicada, porque nos exige uma constante vigilância contra nossa vontade de enfeitar, de mentir, de esconder, de mascarar. E há mil justificativas para o fingimento. A curto prazo, lucramos muito mais: fingir é mais fácil que realizar. A longo prazo, a coerência interna, a aceitação de cada etapa - mesmo do que não conseguimos mudar- é fundamental para o nosso crescimento como pessoas e como profissiona...