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A avaliação de curto e de longo prazo

Estamos acostumados a focar, na educação, a avaliação intelectual de curto prazo: a compreensão de leituras, idéias e o desenvolvimento de algumas competências. Sem dúvida essa avaliação, se bem feita, contribui para dar-nos uma radiografia do que aprendemos a curto prazo . Mas a avaliação que vale a pena, a realmente significativa é a que acontece a longo prazo: a que mostra, depois de alguns anos, o que realmente aprendemos, o que praticamos daquilo que aprendemos e se somos pessoas mais interessantes, abertas, coerentes e realizadas. A avaliação de longo prazo nos mostra se evoluímos como pessoas mais abertas ou fechadas, mais acolhedoras ou egoístas, mais curiosas ou acomodadas, mais realizadoras ou repetidoras, mais coerentes entre teoria e a prática ou mais incoerentes. Podemos ter evoluído em uns campos mais do que em outros. Sermos empreendedores em negócios e infantis emocionalmente; brilhantes em análises sociais e ruins nas práticas correlacionadas; hábeis em negociar e inco...

Banca de Mestrado a distância por webconferência

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Caros amigos: Acabo de participar, através de webconferência, da banca de mestrado profissional a distância da aluna Vilma Aparecida Gimenes Cruz, com o título “COMPETÊNCIAS INFORMACIONAIS DOS ALUNOS DOS CURSOS A DISTÂNCIA DA UNOPAR NO USO DA BIBLIOTECA DIGITAL” da Universidade Federal do Ceará e da Unopar, Londrina. Os dois examinadores externos estávamos respectivamente em São Paulo (na minha casa) e em Salvador; e a orientadora e a aluna, em Londrina. Todos nos víamos o tempo todo através do programa Breeze e podíamos interagir a qualquer momento. Tudo transcorreu conforme o previsto e pudemos durante duas horas e meia estar juntos realizar um evento acadêmico com a mesma profundidade do que se estivéssemos na mesma sala fisicamente. O evento foi gravado e colocado na biblioteca digital da Unopar para acesso dos alunos. Foi uma experiência interessante de visualização da comunicação habitual audiovisual, em tempo real, que teremos daqui para frente. Enquanto isso, participarei no p...

A importância dos gestores inovadores

Uma boa escola começa com um bom gestor. Muitos excelentes professores são maus gestores, administradores. O bom gestor é fundamental para dinamizar a escola, para buscar caminhos, para motivar todos os envolvidos no processo. No meio de tantas escolas públicas com tantos problemas, visitei várias vezes uma escola municipal da periferia de São Paulo. A escola era simples, com um clima cordial entre os professores e funcionários. A maioria está lá há muito tempo. Qual o segredo? O diretor. Um homem dinâmico, acolhedor e que conversa com professores e alunos, atrai pessoas da comunidade para apoiar a escola. Não tem grandes recursos, tem pessoas motivadas, unidas pela amizade e o carisma do gestor. Um bom gestor muda uma escola. “Uma direção motivada, orientada por metas claras compartilhadas com professores, pais e alunos é onde tudo começa. Devido às baixas condições de trabalho, o que vemos, no Brasil, especialmente na periferia das grandes cidades, é uma alta rotatividade de diretore...

Foi realizado o lançamento oficial do livro "A educação que desejamos"

Aconteceu o lançamento oficial do meu livro "A educação que desejamos" no dia 23/08 na Faculdade Sumaré-SP. Encontrei bastantes amigos. Muito obrigado a todos pelo apoio e carinho recebido. Espero poder seguir contando com cada um de vocês para que a educação avance rapidamente e esteja mais em consonância com as mudanças que acontecem ao nosso lado. Grande abraço para cada um de vocês. Moran

O agitado dia a dia do professor daqui a dez anos

Aqui está um trecho do diário de um professor universitário dentro de alguns anos numa sociedade conectada: "A primeira aula é presencial: o professor faz a sua apresentação e o mesmo é feito por cada aluno, com detalhes, dos hobbys, das atividades, das perspectivas. O professor mostra para os alunos a importância do curso, a forma de trabalhar a distância, mas conectados audiovisualmente. Apresenta o plano do curso, explica as atividades principais, organiza atividades de pesquisa. Abre a discussão para dúvidas e sugestões. Os alunos fazem algumas simulações do ambiente virtual, para nivelar o conhecimento tecnológico de todos, para facilitar o uso das ferramentas a distância que acontecerão daquele momento em diante. Uma câmara está gravando o que acontece na sala de aula e fica automaticamente disponibilizada, para quem queira acessá-la depois ou para quem não pode comparecer ou ficar até o final. A primeira atividade a distância é cada aluno gravar um pequeno vídeo de apresent...

Para onde estamos caminhando

Estamos caminhando rapidamente para uma sociedade muito diferente que em parte vislumbramos, mas que ainda nos reserva inúmeras surpresas. Será uma sociedade conectada, com possibilidades de comunicação, interação e de aprendizagem inimagináveis hoje (apesar das muitas desigualdades e contradições). Os processos de educação que serão implantados serão profundamente diferentes dos atuais. Todas as sociedades educam, transmitem seus valores e a tradição. Como será feito isto daqui a quarenta ou cinqüenta anos, não o sabemos claramente. Mas sabemos que a aprendizagem será a essência da nova sociedade: aprender a conhecer, a sentir, a comunicar-se, a equilibrar o individual e o social. Será uma sociedade de maior participação direta, que decidirá as principais questões sem tantos intermediários (haverá mais debates, consultas e referendos on-line). A informação estará disponível, as formas de aprender serão muito variadas e as formas de organizar o ensino também. As salas de aula estarão c...

Escolas excluídas e escolas em rede

Escolas não conectadas são escolas incompletas (mesmo quando didaticamente avançadas). Alunos sem acesso contínuo às redes digitais estão excluídos de uma parte importante da aprendizagem atual: do acesso à informação variada e disponível on-line, da pesquisa rápida em bases de dados, bibliotecas digitais, portais educacionais; da participação em comunidades de interesse, nos debates e publicações on-line, em fim, da variada oferta de serviços digitais. Quanto mais distante a escola das grandes cidades, mais dramática pode ser a exclusão digital. Hoje não basta ter um laboratório na escola (quando existe) para acesso pontual à rede durante algumas aulas . Hoje todos os alunos, professores e comunidade escolar, precisam de acesso contínuo a todos estes serviços digitais para estarmos dentro da sociedade da informação e do conhecimento. Com setenta por cento dos brasileiros sem acesso efetivo e contínuo às redes digitais e metade da população na faixa da pobreza, falta muito para sermo...