Afetividade na escola: como acolher o jovem sem ignorar limites?
José Moran
Frequentemente
me perguntam se a tecnologia e a Inteligência Artificial vão substituir o
professor. Minha resposta é sempre a mesma: elas podem substituir quem apenas
repassa informação, mas nunca quem educa pelo vínculo.
Gravei um
vídeo recentemente para o Instituto Claro onde sintetizo o que acredito ser o
"coração" da escola: a afetividade. Para mim, afeto não é
apenas "fofura" ou palavras bonitas; é o acolhimento íntimo da
individualidade de cada aluno.
No vídeo,
compartilho algumas convicções:
- O afeto é a ponte: Sem um ambiente de confiança e
acolhimento, a aprendizagem é superficial. O vínculo é o que torna o
conhecimento profundo e duradouro.
- O "ajuste fino" com o
jovem: Na
adolescência, o afeto se manifesta na negociação. Precisamos dar
autonomia, respeitar o afastamento necessário para a busca da identidade,
mas nunca deixar de cuidar e colocar limites.
- Acolher não é fingir: É gostar de verdade, é aceitar
o aluno como ele é para poder ajudá-lo a crescer.
- Limites são gestos de cuidado: Com
os jovens, o afeto passa pela negociação constante e pelo respeito à sua
autonomia.
- Aprendizagem profunda: Aprendemos muito pouco pelo
autoritarismo. A verdadeira evolução acontece onde existe vínculo e
segurança emocional.
- Nosso novo papel: Hoje, a IA explica conteúdos,
mas o professor humano faz algo maior: ele olha no olho, conhece os sonhos
do aluno e o desafia a ir além do que ele acredita ser capaz.
Vídeo disponível no YouTube em https://www.youtube.com/watch?v=pvALQ_C3KMI&t

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