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Vídeo sobre Novas Metodologias na Educação

Entrevista em vídeo sobre   Novas Metodologias na Educação , especificamente no ensino técnico. Instituto Aprender e Trabalhar.  Entrevistadora Jaqueline Domenciano, disponível no YouTube em:  https://www.youtube.com/watch?v=Sx9QbOILmKM

Eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho de que mais pessoas consigam aprender a viver, desenvolvendo todo o seu potencial, construindo vidas que valham a pena, sendo mais livres e realizadas. Eu tenho um sonho de que mais pessoas percebam que ser honestas traz mais benefícios do que “levar vantagem”; que compartilhar realiza mais do que possuir; que a solidariedade enriquece muito mais do que o egoísmo; que a simplicidade em tudo é muito mais gratificante do que o consumismo. Eu tenho um sonho de que mais crianças cresçam em ambientes familiares e escolares acolhedores e estimulantes, onde consigam enfrentar desafios com criatividade e desenvolver todo o seu potencial intelectual, emocional e social. Eu tenho um sonho de que todas as pessoas percebam que têm condições de serem mais livres, de ter expectativas mais altas e de realizar-se melhor em todas as dimensões. Esse sonho é possível e depende de cada um de nós.

Só tecnologia não basta (Entrevista)

POR PAOLA GENTILE Nascido em Vigo, na Espanha, mas naturalizado brasileiro, o filósofo e educador José Manuel Moran foi professor de Novas Tecnologias da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores da Escola do Futuro, em 1989, hoje um departamento ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa da universidade (PRP-USP). Desde essa época, já se sabia que era inevitável a entrada na escola do computador e demais recursos decorrentes da informatização e do mundo globalizado e que revolucionaria os processos de ensino e aprendizagem. Por isso, não somente a universidade, mas também outros centros de formação e pesquisa investiram na criação e avaliação de estratégias educacionais mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação – as chamadas TICs. Muito se projetou, sonhou e discutiu, porém pouca coisa mudou. Faltaram dois pontos essenciais: transformar a cultura escolar e preparar os professores para trabalhar com as novas ferramentas. Algumas escolas adquiriram equipamentos sofi...

Texto sobre minha trajetória como pesquisador

Para quem quiser conhecer minha trajetória como pesquisador e professor, acaba de ser publicado um texto, elaborado pela Professora  Maria Luiza Cardinale Baptista , da Universidade Caxias do Sul, ex-aluna de doutorado. A publicado saiu na Coleção Fortuna Crítica da Intercom – Visionários. Vol. 5 –  Osvando J. de Morais, Iury Parente Aragão, Roseméri Laurindo, Tyciane Cronemberger Viana Vaz (Orgs.). São Paulo, Intercom, 2014, pag. 93-117. O texto está aqui  Educador humanista inovador e também está está disponível em http://www.portcom.intercom.org.br/ebooks/arquivos/0f82c4eaffb111ceba3afaf88a62a8ea.pdf

Autonomia e colaboração em um mundo digital

A aprendizagem acontece no movimento fluido, constante e intenso entre a comunicação grupal e a pessoal, entre a colaboração com pessoas motivadas e o diálogo de cada pessoa consigo mesma. A comunicação pessoal e a grupal são componentes interligados e inseparáveis no processo de aprender continuamente, mais profundamente num mundo cada vez mais complexo e imprevisível. A sociedade é cada vez mais dinâmica e as interconexões também. Tudo está interligado, aprendemos continuamente uns com os outros, juntos fisicamente ou conectados, com diferentes grupos com os que nos relacionamos. A aprendizagem contínua, ao longo da vida e em múltiplos grupos e redes – físicas e digitais – é uma das características marcantes da atualidade.  As múltiplas formas de colaboração, hoje, entre pessoas próximas e conectadas, com dispositivos móveis, possibilita a aceleração da aprendizagem individual, grupal e social, pelas múltiplas articulações, interligações, desdobramentos, em todos os campos, ...

Novos modelos de sala de aula

A sala de aula tradicional é asfixiante para todos, principalmente para os mais novos. Está trazendo pressões insuportáveis para todos: Crianças e jovens insatisfeitos, professores estressados e doentes, porque há questões mais profundas que exigem novos projetos pedagógicos. Insistimos num modelo ultrapassado, centralizador, autoritário com professores mal pagos e mal preparados para ensinar um conjunto de assuntos, que os destinatários – os alunos – não valorizam. Se não mudarmos o rumo rapidamente, caminhamos para tornar a escola pouco interessante, relevante, só certificadora. Não basta aumentar o número de horas na escola (período integral) se mantivermos uma estrutura fragmentada de ensinar cada assunto, matéria, área de conhecimento. Quando insistimos em melhorar os processos sem mudar o modelo convencional, ele não nos serve para um mundo que exige pessoas muito mais competentes em lidar com a mudança, com a complexidade, com a convivência em projetos diferentes e com pess...

Construindo novas narrativas significativas na vida e na educação

Passamos, em duas décadas, de consumidores da grande mídia para “prosumidores”  – produtores e consumidores- de múltiplas mídias, de múltiplas plataformas e formatos para acessar informações, publicar nossas histórias, sentimentos,reflexões e nossa visão de mundo. Somos o que escrevemos, o que postamos, o que “curtimos”. Neles expressamos nossa caminhada, valores, visão de mundo, nossos sonhos e limitações.  Construímos nossas histórias pessoais, nossos projetos de vida num rico fluir de passagens e linguagens entre os diversos espaços físicos e digitais, que se entrecruzam, superpõem e integram incessantemente. Na escola não valorizamos devidamente o saber construído pelos alunos, que se visibiliza nas narrativas fluidas de múltiplos conhecimentos, práticas, individuais e em redes. Um currículo aberto com metodologias ativas, mediação de professores competentes e tecnologias digitais, pode transformar a educação formal em aprendizagem viva, integradora, descobridora ...