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Novos rumos em 2014

Caros amigos: Deixei a gestão de cursos a distância da Universidade Anhanguera-Uniderp e me encontro em fase de redefinição de atividades. Com certeza me dedicarei mais a escrever, dar conferências e a trabalhar em projetos de inovação com metodologias ativas. Considero importante voltar a orientar alunos de mestrado e doutorado interessados em inovações na educação; ainda não sei onde será. Acabo de atualizar o layout da minha página da USP, onde pretendo estar mais presente, assim como neste blog. O endereço continua o mesmo: www.eca.usp.br/moran Vejam que os textos aparecem quando cliquem nos tópicos da barra superior: Educação Inovadora (abre três subtópicos) e em Quem Sou, abre Desafios pessoais. Abraços para cada um de vocês Moran
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Paulo Freire, a simplicidade que ainda inova 02/01/14 //  ESCOLA  //  ESPAÇO PÚBLICO  //  FAMÍLIA  //  GOVERNO  //  ON-LINE  //  ORGANIZAÇÃO SOCIAL  // BRASIL POR TATIANA KLIX Matéria publicada no site Porvir, com algumas citações minhas. Disponível em  http://porvir.org/porpensar/paulo-freire-simplicidade-ainda-inova/20140102 Paulo Freire, o mais importante e revolucionário educador brasileiro, viveu a maior parte da sua vida e criou seus métodos e conceitos pedagógicos em uma realidade sem computador em larga escala, internet, jogos on-line ou redes sociais. Mas mesmo após 50 anos da primeira experiência de alfabetização de adultos em Angicos, Rio Grande do Norte, que se tornaria o método com o seu nome, boa parte dos ensinamentos do pensador pernambucano seguem contemporâneos. E mais: vários deles ainda são inovadores para o cenário educacional. “Nunca tivemos tanta chance de aprender juntos como agora”,...

Aprendendo integralmente por desafios

A vida nos traz desafios cada vez mais complexos em todos os campos e saber enfrentá-los é condição fundamental para o nosso   crescimento, amadurecimento e realização em todos os campos e níveis. Quanto mais cedo aprendamos a   enfrentar desafios, tanto melhor.   Muitos pais   e professores querem poupar os filhos   e alunos de sofrimentos, dificuldades e angústias que o aprendizado vivencial traz. Tentam antecipar-se, decidindo pelos outros, dando-lhes tudo pronto.   Privam essas crianças de inúmeras oportunidades de aprender por elas mesmas e favorecem a acomodação, a passividade e a insegurança delas. Se queremos formar pessoas integrais, não podemos focar só a mente, o conhecimento teórico, mas também as demais dimensões da vida, como seus sentimentos, afetos, atitudes e valores.   Em muitas escolas a preocupação principal é com o conhecimento intelectual, através de metodologias predominantemente transmissivas.   A maior parte...

Focar mais os valores na educação

Avançamos mais lentamente na educação do que em outras áreas da nossa sociedade. A maior parte das instituições na educação presencial e a distância, apesar de algumas melhorias, prefere repetir do que arriscar. Os currículos são excessivamente rígidos e reducionistas, com disciplinas isoladas e baixa interação. O foco ainda se mantém na transmissão de informações, em preparar os alunos para o vestibular ou para uma profissão, sem a preocupação com a formação integral deles como pessoas, com uma discussão ampla sobre valores, atitudes e comportamentos. Na educação “a” distância este problema é mais gritante. Como a produção costuma ser mais em equipe, o especialista prepara os materiais sobre os temas do curso, e outros profissionais adéquam esses temas a um padrão de leitura e acessibilidade; depois tutores orientam os alunos nas dúvidas e os alunos são avaliados sobre o conteúdo transmitido. Como o processo costuma ser mais impessoal, a avaliação é ...

Aprendendo a envelhecer

A velhice é a nossa etapa da vida mais desafiadora. Apesar de conseguimos hoje viver muito mais anos que nossos avôs, aos poucos percebemos o progressivo avanço do declínio físico, às vezes também do mental e é inevitável o questionamento sobre como encarar esta longa fase de maturidade, de ricas vivências entrelaçadas com a frequente percepção da lenta aproximação do fim. Como encontrar motivação para viver, quando tudo parece que conspira contra a vida? Vale a pena continuar aprendendo e evoluindo? Faz sentido fazer planos para um amanhã tão incerto? Não seria melhor resignar-se, perder a esperança e entregar os pontos?. Quando mais jovens, sabemos da fragilidade da vida, conhecemos algumas perdas, mas predomina a sensação de que ainda falta muito tempo e que é um asunto que pode ser deixado para o futuro. Quando mais maduros, mesmo na expectativa de vida mais longa, a questão se coloca de forma cada vez mais perceptível. Driblamos a morte parcialmente, a esquecemos momentane...

Construindo uma vida mais plena

O grande projeto da nossa vida é conseguir ampliar progressivamente nossa visão, conhecimento, emoções e valores, construindo um percurso cada vez mais equilibrado, estimulante, libertador e realizador em todos os campos e atividades. Pela educação podemos avançar no nosso desenvolvimento, aprendendo a perceber mais longe, com mais profundidade e de forma mais abrangente, dentro e fora de nós. Quando mantemos o foco no desenvolvimento pessoal integral, de forma constante e consciente, conseguimos realizar melhores escolhas em todos os campos e também revê-las, quando se mostram inadequadas ou superadas. De um lado continuamos abertos a novas mensagens, pessoas, atividades. De outro, filtramos o que percebemos como mais conveniente em cada momento, que interações são mais significativas, que ações nos ajudam a evoluir más. É um processo delicado e contraditório, riquíssimo, de observação atenta interna e externa, de escolhas possíveis em cada etapa e campo de atuação, de revis...

Relacionamentos complicados e os que valem a pena

É comum ver os relacionamentos rompidos como fracasso. Mas podem transformar-se, com um pouco de atenção, em etapas muito ricas de aprendizagem afetiva. Um relacionamento frustrante pode servir de aprendizagem para outro mais pleno. Quando muito jovens, não estamos, em geral, prontos para conviver longamente com o outro. Confundimos paixão com amor, nos complicamos por situações insignificantes. Ainda estamos em construção em todos os campos, principalmente no emocional. “Muitas separações são fruto da preguiça”, afirma Contardo Calligaris. Muitos casais não cuidam dos detalhes, superdimensionam os problemas, não cedem o suficiente para chegar a acordos de vida satisfatórios; se agridem e magoam com facilidade. Muitos passam a vida em relacionamentos complicados. Tentam sair, mas com muita dificuldade. É possível viver relacionamentos acomodados, sem vida, indefinidamente. Não é fácil se separar, principalmente com filhos e os de gerações mais antigas. Há muitas perdas econômic...